© 2017 - Fator G  Condomínios / Consultoria Especializada em Gestão Condominial

Porto Alegre/RS - Brasil
51.99643.0213
  • Admin

Entendendo os conflitos e o papel do síndico na gestão dos conflitos


Conciliar tantas pessoas com diferentes culturas, valores, vivências, rotinas, opiniões e necessidades diferentes, não é nada fácil, mas não é impossível conseguirmos relações harmônicas em meio a tantas diferenças. O Síndico tem uma grande demanda e responsabilidade no clima das relações em um condomínio, atuando na prevenção, antecipando e focando na solução dos problemas/conflitos, mantendo a convivência mais saudável possível para todos.

Como surge um conflito? Surge quando temos ideias, sentimentos e interesses diferentes e que se colidem, pois afinal nossas percepções acerca de algo é diferente. Portanto, poderíamos dizer que é das diferenças é que surgem os conflitos? Não. Eles surgem da nossa incapacidade de lidar com estas diferenças. Para a convivência em um condomínio as regras se tornam fundamentais para um bom funcionamento e uma boa convivência entre todos, elas ditam uma maneira de se “comportar”, “solucionar”, “amenizar”, “gerenciar” estas diferenças. Sem elas seria impossível a convivência.

O síndico deve ter conhecimentos e habilidades para perceber e atuar de maneira assertiva frente à estas situações. Lembrando que um conflito sempre surge de uma maneira branda, uma simples discordância ou interesses colidentes (o que nem sempre será motivo para grandes transtornos, podendo até ser positivo, ajudando na busca de soluções para a todos) e podem ir tomando uma proporção tão grande e levar as pessoas às vias de fato (seja fisicamente, verbalmente ou judicialmente) se não for gerenciado. O entendimento de que um conflito, se não for encarado, abordado e solucionado, pode chegar a proporções desastrosas é fundamental para um bom gestor de condomínios.

Segundo a revista Exame, os principais temas de conflitos em condomínios são: cachorros, crianças, calote, cano, carro, acessibilidade, barulho, drogas e cigarro, comércio e sustentabilidade. Para lidar com esses assuntos é necessário que o síndico tenha consciência do que pode fazer para amenizar o conflito, empatia de se colocar no lugar dos condôminos e tolerância para entender as diferenças entre os posicionamentos. Afinal, as diferenças devem ser aceitas, já que são naturais. Outra questão fundamental no papel do síndico é ter disponibilidade de ouvir todos dos os lados do conflito, não pessoalizar as situações e atuar em nome da administração do condomínio.

O síndico deve estar preparado para lidar com estas situações, sendo imparcial, flexível e um bom comunicador. Deve ter sempre em mente a solução do problema, em muitas situações existe uma disputa de forças e um embate – definitivamente, este não é o papel do síndico é preciso saber conduzir a situação, tendo em mente que representa uma coletividade.

Felizmente existem alternativas eficazes para a prevenção dos conflitos, invista em um plano com o objetivo cuidar e manter relações harmoniosas. Utilize sempre a Convenção e o Regimento interno como aliados e disponibilize aos novos moradores, as regras devem estar bem definidas e claras para todos; crie canais de comunicação (aplicativos, murais, elevadores, e-mail) e COMUNIQUE-SE (comunique as regras, práticas de boa convivência, informações de seja do interesse do condomínio); esteja disposto a ouvir; seja ético e transparente nas suas ações; preze pela harmonia e integração no condomínio, dissemine uma cultura de paz.

Ariane Padilha - Psicóloga Consultora/Síndica Profissional da Fator G Gestão e Gente Condomínios

Artigo publicado em http://www.clicksindico.com.br/