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A polarização no Condomínio



Estamos em época de pleito eleitoral no país, ânimos acirrados, polarização extrema e você é ou não é. Ou você é isto, ou aquilo, tem que ser passional, defender e atacar, não existe meio termo (o meio termo é considerado “inútil” frente aos resultados das pesquisas eleitorais). Não existe ponderação, não existe abertura, não existe comunicação entre pólos tão opostos, não existe coerência e nem consciência (consciência = razão e no clima passional que vivemos a razão vai pro espaço). Crises, discórdias, disputas, fake News, pressão. O clima está bem pesado e no meio disto um país em crise, ruindo na segurança, na saúde, na educação, sem emprego e brasileiros perdendo as esperanças, vivendo um momento de escolha pelo menos pior ou por quais as consequências seria mais fácil suportar. Aquele clima de esperança numa mudança positiva, não existe. Quem pode, deixa o país, por que não acredita mais, a esperança de uma vida melhor está do lado de fora. Triste, né?!



Agora vamos ao microcosmos do Condomínio. Gosto de comparar a gestão de um condomínio com a gestão pública (pois temos contribuintes, que pagam “impostos”- taxas - e esperam uma boa gestão para que os resultados apareçam e beneficiem a coletividade em áreas fundamentais), o síndico seria como o “presidente”, “prefeito” desta comunidade.

E não é que exatamente como ocorre no país, ocorre também dentro do condomínio...



Vejamos... “ânimos acirrados, polarização extrema e você é ou não é. Ou você é isto, ou aquilo, não existe meio termo, não existe ponderação– e quando aparece aquele vizinho mais ponderado, buscando soluções e diálogo é “patrolado” pelos passionais -, não existe abertura, não existe comunicação entre pólos tão opostos, não existe coerência e nem consciência (consciência = razão e no clima passional que vivemos a razão vai pro espaço). Crises, discórdias, disputas, fake News (no condomínio, mais conhecida como ‘fofoca, calúnia e difamação’), pressão”. E isto aumenta dependo do perfil do síndico, infelizmente ainda criam-se feudos que querem se perpetuar no poder, visando beneficiar poucos, sem pensar na coletividade.


Se estamos longe de conseguir resolver os problemas do condomínio, imagine do país. Nossas comunidades (condomínio, bairro, cidade, pais) são o reflexo das pessoas que vivem nele. Quem sabe começamos por este microcosmo chamado Condomínio (um domínio que é compartilhado por muitos) e começarmos a praticar a nossa cidadania, a verdadeira democracia, cumprir as regras, respeitar direitos e deveres, com diálogo, empatia, flexibilidade e aceitação das diferenças? Só assim conseguiremos olhar todos para a mesma direção e juntos fazer as mudanças e trazer as melhorias necessárias para nossos espaços.


JUNTOS! Seria um ótimo exercício!


Pois o mais triste é quando você percebe que as pessoas estão saindo (vendendo, mudando-se) de um condomínio por que não aguentam mais viver ali. E enquanto todos não se unirem para transformar e fazer a mudança, estando presentes e cobrando/dialogando/colaborando com a gestão, veremos de tempos em tempos as pessoas vendendo os problemas do condomínio para os outros. E a estrutura? Esta, literalmente, vai ruindo...


Isto é uma realidade no seu Condomínio? Que tal começar a transformação agora?!?! Está sim ao seu alcance. As grandes transformações começam sempre com um pequeno passo. Hoje você transforma seu condomínio, amanhã seu bairro, quando vê sua cidade já está diferente e quando percebemos amadurecemos tanto durante este processo, que nosso país estará mais justo, mais limpo – em todos os sentidos – mais bonito, mais solidário e muito melhor de se viver.


Eu acredito!


Um grande abraço!

Ariane Padilha

Psicóloga/Síndica Profissional e Consultora da Fator G Condomínios

Artigo publico na edição outubro/2018 Jornal ClickSíndico